segunda-feira, 04 de maio de 2026 às 18:08

Publicado em 09/07/2025 às 12:44

Atualizado em 09/07/2025 às 12:54


A corrida eleitoral em Mato Grosso ganhou novos contornos após um encontro político de alto nível realizado discretamente no apartamento do vice-governador Otaviano Pivetta. A reunião, que teve caráter estratégico, contou com a presença de lideranças influentes como o governador Mauro Mendes, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), o secretário da Casa Civil Fábio Garcia (União Brasil), o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira, além dos ex-senadores Blairo Maggi e Cidinho Santos (PP) e o suplente de senador Mauro Carvalho (PRD).

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Embora tratado como um jantar informal, o encontro representou um marco decisivo nas articulações rumo à sucessão estadual de 2026. Pivetta oficializou diante das principais lideranças que será, sim, candidato ao governo do Estado — com o respaldo direto e declarado de Mauro Mendes, encerrando especulações sobre o rumo do grupo político que hoje comanda Mato Grosso.

O ambiente, apesar de festivo, foi dominado por um clima de responsabilidade e planejamento a longo prazo. Blairo Maggi foi direto ao afirmar: “Eleger Pivetta é garantir estabilidade e desenvolvimento para os próximos 12 anos.” A fala revela que o projeto político do atual grupo de poder não visa apenas 2026, mas a consolidação de uma hegemonia prolongada no comando do Executivo estadual.

MDB fora da composição e Janaína Riva descartada como vice

Um dos principais pontos de bastidor que ganhou força durante o encontro foi o fechamento de portas para uma possível composição com o MDB. Circulavam nos bastidores especulações sobre a possibilidade de Janaína Riva compor a chapa como vice de Pivetta, mas o grupo político presente foi unânime em rejeitar essa alternativa.

A decisão é vista como um sinal claro de que o PP, legenda fortemente ligada a Blairo e Cidinho, não pretende abrir espaço para acordos com partidos que não estejam totalmente alinhados à atual gestão. O afastamento do MDB, nesse contexto, deixa Janaína Riva fora do núcleo central da sucessão — um recado político forte, que reorganiza o tabuleiro e deve acelerar os movimentos da oposição.

Trabalho continua, diz Pivetta

Apesar do peso político do encontro, Pivetta manteve o tom de prudência ao falar publicamente. Em entrevista ao programa Resumo do Dia, do ex-prefeito Roberto França, o vice-governador evitou triunfalismo e reforçou o compromisso com a gestão:


“É gratificante receber esse apoio, mas nossa prioridade continua sendo o trabalho iniciado em 2019. Ainda há muito a ser feito e o povo espera resultados concretos.”

A definição precoce da pré-candidatura de Pivetta marca o início de uma fase delicada no cenário político estadual. Enquanto o grupo governista avança em sua estratégia de sucessão, cresce a expectativa sobre como os partidos excluídos dessas articulações — como o MDB — reagirão nas próximas semanas.

O que era um jantar político virou, na prática, o lançamento simbólico de uma campanha — e também o início de um novo ciclo de disputas e realinhamentos que podem transformar o mapa político de Mato Grosso até 2026.


Programa Roberto França

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