segunda-feira, 04 de maio de 2026 às 16:41

Publicado em 11/07/2025 às 12:03

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) pediu a manutenção da prisão preventiva da mulher trans Larissa Karolina Silva Moreira, nome social de Júnior Silva Moreira, de 28 anos, presa no mês passado sob a acusação de adotar e matar pelo menos três gatos de estimação, em Cuiabá. Os corpos dos animais foram encontrados com sinais de violência, em sacos plásticos e jogados em um terreno baldio próximo à casa dela, no bairro Porto.

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Um possível caso de zoofilia é investigado.

Na manifestação, assinada pelo procurador de Justiça Hélio Fredolino Fauts e pelo promotor de Justiça Marcelo Caetano Vacchiano, o MP pede ainda que a Justiça acolha o pedido de habilitação da ONG Tampatinhas como assistente de acusação no processo, pela expertise na proteção de animais e por ter sido a denunciante do caso.

A entidade não apenas possui expertise na proteção de animais, como foi a responsável direta pela comunicação do fato à autoridade policial, sendo, portanto, legítima colaboradora na qualificação do debate jurídico”, disse o MP.

Larissa Karolina foi presa no dia 13 de junho deste ano, por ter adotado e matado pelo menos três gatos. Ela foi autuada em flagrante por maus-tratos a animais com resultado em morte e, na audiência de custódia, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.

Para mantê-la presa, a Justiça considerou a gravidade do caso, a necessidade de garantir a ordem pública e o risco de que a acusada volte a cometer os mesmos crimes.

Segundo investigações da Polícia Civil, na casa da mulher trans, foram encontrados vestígios de sangue, rações velhas e fezes de gato. Os animais mortos foram encontrados em um terreno baldio localizado a cerca de 120 metros da casa dela.

Vizinhos relataram reiterados episódios de violência contra os animais na casa dela. O namorado dela, William Angonese, também relatou à polícia casos de violência e chegou a dizer à polícia que foi coagido a adotar gatos, sob acusações de agressões.

A defesa de Larissa, patrocinada pela Defensoria Pública de Mato Grosso, solicitou um habeas corpus, pedindo a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar, alegando ausência de flagrante e de fundamentação, além de constrangimento ilegal. No entanto, o pedido foi negado pela Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Em seguida, a ONG Tampatinhas pediu para participar do processo como assistente de acusação, argumentando que foi a presidente da organização, Kelly Adriany de Lima Rondon, quem denunciou o caso à Justiça e que também foi ela quem entregou um dos gatos aos cuidados de Larissa, sendo assim uma vítima direta da acusada.

Diante disso, o MP rejeitou as alegações da Defensoria Pública e ressaltou que o habeas corpus é um remédio constitucional cabível apenas quando há abuso de poder, prisão ou outro ato ilegal ou ameaça, requisitos que não foram encontrados.

A prisão preventiva encontra amparo nos requisitos do art. 312 do CPP, havendo elementos concretos que indicam a sua necessidade para a garantia da ordem pública, diante da gravidade dos fatos imputados à paciente, da possibilidade de reiteração delitiva e do risco à instrução criminal, inexistindo, pois, qualquer ilegalidade ou teratologia na decisão impugnada”, diz trecho da manifestação.

A conduta imputada à paciente não é isolada, mas inserida em um contexto de reiteração delitiva, conforme descrito nos depoimentos e evidenciado no modus operandi: adoção sucessiva de gatos por meio de plataformas digitais e redes sociais, com posterior sumiço dos animais e fortes indícios de sua morte. Tal padrão de conduta, além de extremamente cruel, denota periculosidade concreta e insensibilidade frente à tutela jurídica dos animais”, completou.

A mulher trans, Larissa Karoline, está presa na Unidade Prisional Regional Feminina Ana Maria do Couto May.

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