Publicado em 15/07/2025 às 08:58
Atualizado em 15/07/2025 às 09:01
A Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (CODER) enfrenta uma crise histórica em 2025, segundo auditoria, com uma dívida de mais de R$260 milhões acumulada ao longo de toda sua história.
O fechamento da CODER, decretado pelo prefeito de Rondonópolis e pendente de sanção dos vereadores, ameaça o sustento de 600 famílias e compromete serviços essenciais para os 259 mil habitantes. Manutenção de ruas, limpeza urbana e infraestrutura estão em risco, enquanto a justificativa de uma dívida de R$260 milhões ignora soluções como gestão transparente e recuperação da empresa.
Cronologia dos Fatos até julho de 2025:
Fevereiro 2025: Dívida Bilionária e Risco de Fechamento
– O prefeito Cláudio Ferreira denuncia ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) uma dívida superior a R$ 260 milhões da CODER, considerada insustentável. O TCE-MT planeja uma mesa técnica para avaliar o futuro da empresa, com discussões sobre sua possível extinção.
Junho 2025
4 de junho: A Câmara Municipal aprova o remanejamento de recursos para garantir o pagamento da folha salarial da CODER, evidenciando dificuldades financeiras.
13 de junho: Argemiro Ferreira é desligado da presidência da CODER, sem detalhes públicos sobre os motivos, sugerindo instabilidade administrativa.
16 de junho: Trabalhadores da CODER reúnem-se para discutir rumores de fechamento, com a data de 17 de julho mencionada como prazo para liquidação, conforme fala do ex-presidente Argemiro Ferreira.
18 de junho: Funcionários realizam uma paralisação total das atividades em protesto contra o possível fechamento da empresa.
20 de junho: Laerte Costa é nomeado novo diretor-presidente da CODER.
Julho de 2025
1 de julho: O Sispmur convoca uma assembleia para discutir os impactos da possível liquidação, cobrando transparência e audiências públicas.
7 de julho: O prefeito Cláudio Ferreira anuncia oficialmente a intenção de liquidar a CODER, citando uma dívida de R$ 260 milhões e má gestão anterior. Ele é chamado de “covarde” em posts nas redes sociais.
8 de julho: A Câmara Municipal acompanha o processo de fechamento, defendendo os direitos dos trabalhadores. O deputado estadual Thiago Silva (MDB) cobra alternativas para evitar demissões em massa.
9 de julho: Funcionários organizam um protesto na Câmara Municipal durante sessão ordinária, exigindo a manutenção da CODER. A prefeitura convoca uma assembleia geral extraordinária para formalizar a liquidação.
11 de julho: Cerca de 600 trabalhadores iniciam uma paralisação de três dias. Vereadores articulam a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a crise da CODER.
13 de julho: A Justiça suspende a assembleia marcada para 14 de julho, que discutiria a liquidação, atendendo a uma ação popular movida pelo advogado Olivar do Nascimento Nunes.
Impactos em Rondonópolis
Economia
Serviços Comprometidos: A crise da CODER prejudica a manutenção de vias e limpeza urbana, afetando o comércio e a mobilidade urbana.
Empregos em Risco: Mais de 600 funcionários podem perder seus empregos, gerando uma crise de desemprego sem precedentes.
Orçamento Municipal: Remanejamentos desviam recursos de outras áreas, como saúde e obras públicas.
A possível extinção da CODER ou a redução de suas atividades pode exigir que a Prefeitura redirecione recursos para cobrir dívidas ou terceirizar serviços, limitando investimentos em saúde, educação e desenvolvimento econômico.
Trabalhadores da CODER
A CODER emprega aproximadamente 600 trabalhadores, a maioria servidores efetivos, responsáveis por serviços essenciais como limpeza urbana, pavimentação e manutenção de vias. A proposta de liquidação da empresa, anunciada pelo prefeito Cláudio Ferreira em julho de 2025, ameaça diretamente esses empregos, colocando em risco a estabilidade financeira de centenas de famílias. A paralisação de três dias realizada por cerca de 600 trabalhadores em 11 de julho de 2025 reflete a gravidade da situação e a resistência dos servidores à extinção da autarquia.
Demais Rondonopolitanos
A CODER é responsável pela manutenção da infraestrutura urbana, incluindo limpeza, tapa-buracos e drenagem. A crise financeira compromete a execução desses serviços, resultando em ruas esburacadas, acúmulo de lixo e iluminação pública precária. Esses problemas afetam a mobilidade urbana, o comércio local (devido à redução do fluxo de consumidores em áreas mal conservadas) e a segurança pública, especialmente em bairros periféricos.
A crise fiscal da CODER e o remanejamento de recursos podem reduzir investimentos em infraestrutura escolar e programas de capacitação, prejudicando a qualidade da educação pública e limitando as oportunidades de formação e empregabilidade dos jovens.
A deterioração da infraestrutura urbana e a incerteza econômica criam insegurança, especialmente para jovens de até 25 anos, que enfrentam dificuldades de mobilidade, acesso à educação e perspectivas limitadas de emprego, além de menor confiança nas instituições públicas.
A possível extinção da CODER intensificará a concorrência por empregos de baixa qualificação, afetando jovens sem experiência, enquanto a falta de concursos públicos recentes limita oportunidades no serviço público.
A precariedade da infraestrutura urbana, como ruas mal conservadas e iluminação insuficiente, dificulta o acesso de jovens de bairros periféricos a escolas e centros de formação, aumentando riscos de segurança e impactando a frequência escolar.
Futuro Incerto
A crise da CODER em 2025, impulsionada por uma dívida de mais de R$ 260 milhões e pela proposta de liquidação, cria um cenário de incerteza para os rondonopolitanos. Para os trabalhadores da autarquia, o risco de desemprego e a insegurança financeira ameaçam a estabilidade de centenas de famílias. Para a população em geral, a degradação dos serviços urbanos compromete a qualidade de vida, a mobilidade e o desenvolvimento econômico, enquanto a redução de investimentos em educação limita as oportunidades para a juventude. A suspensão judicial da assembleia de liquidação em 13 de julho de 2025 oferece um alívio temporário, mas a resolução da crise exige soluções transparentes e diálogo com a sociedade para preservar os direitos dos trabalhadores e os serviços essenciais à cidade.
A crise da CODER não é só um problema da Prefeitura, é um problema de todos! Ruas mal cuidadas, menos oportunidades de estudo e trabalho, e uma cidade que não avança como deveria afetam diretamente a sua vida. Mas a gente pode mudar isso:
Cobre Soluções: Participe das sessões da Câmara e use as redes sociais para exigir transparência.
- Fique Ligado: Acompanhe as notícias em Rondonópolis.mt.gov.br.
- Proponha Ideias: Organize grupos para sugerir melhorias na gestão da cidade.
Essa não é uma questão de direita ou esquerda, mas uma luta do povo, pelo povo, para garantir o futuro de Rondonópolis!
Omissão na política é o mesmo que deixar que outros decidam o futuro por você.

