Publicado em 05/08/2025 às 19:01
A adolescente brutalmente espancada por colegas dentro da Escola Estadual Carlos Hugueney, em Alto Araguaia (a 418 km de Cuiabá), não foi a primeira vítima do grupo. Segundo o delegado Marcos Paulo Batista de Oliveira, responsável pela investigação, outras quatro alunas também sofreram agressões semelhantes, praticadas pelas mesmas adolescentes que aparecem no vídeo que viralizou nas redes sociais.
Ao ouvir essas adolescentes que participaram desse ato bárbaro, elas confidenciaram que agrediram outras quatro colegas. Nós fizemos a apreensão dos celulares e constatamos vídeos dessas outras agressões”, relatou o delegado.
De acordo com as apurações, o grupo atua dentro de uma organização de estudantes composta por aproximadamente 20 alunos, que imitava a estrutura de facções criminosas. Dentro da escola, os adolescentes estabeleceram hierarquias, regras rígidas e até punições, como a imposição de silêncio durante as agressões. Quem chorasse, por exemplo, apanhava ainda mais.
A aluna que aparece sendo espancada teria sido punida por descumprir uma dessas normas internas. “Elas resolveram montar esse grupo, definir algumas atribuições, e essa aluna que foi agredida teria descumprido uma dessas regras. Inclusive uma das regras durante a agressão é não chorar, porque senão a agressão é ainda maior”, explicou.
O histórico familiar das adolescentes envolvidas nas agressões também está sendo analisado pela Polícia Civil. Algumas delas têm ligação com facções criminosas, o que pode ter influenciado o comportamento violento dentro da escola. A suspeita é de que as jovens tentaram reproduzir no ambiente escolar práticas que vivenciam em casa.
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Quanto a medida disciplinar aplicada às envolvidas na agressão, o delegado destaca que após levantar as evidências, será encaminhado ao MP e sugerida a internação.
“O que podemos fazer é levantar todos os subsídios, as informações e encaminhar para o Ministério Público. Vamos sugerir a internação para essas adolescentes”, concluiu.
Veja vídeo

