segunda-feira, 04 de maio de 2026 às 14:37

Publicado em 16/07/2025 às 15:55


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A aprovação do projeto que determina o fim da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Rondonópolis (CODER) representa mais do que uma simples mudança administrativa: é o encerramento de um capítulo fundamental da história do serviço público municipal. O Projeto de Lei Complementar nº 067/2025, enviado em caráter de urgência pelo prefeito Cláudio Ferreira (PL), foi aprovado nesta quarta-feira (16) em sessão decisiva da Câmara de Vereadores.

Com 17 votos favoráveis e quatro contrários, o plenário confirmou o encerramento de uma estatal de de 48 anos, atuou diretamente na urbanização da cidade, na execução de obras públicas e na geração de empregos. Um detalhe chamou a atenção no final da votação: o vereador Dr. Manoel da Silva Neto (UB) alegou que seu voto foi registrado erroneamente como favorável, quando, na verdade, pretendia se posicionar contra a medida. Ainda assim, o erro não alteraria o desfecho da votação.

A CODER sempre foi vista como um braço estratégico do município, especialmente em momentos de crescimento e expansão urbana. Sua equipe técnica, formada por servidores concursados e contratados, respondia por uma vasta gama de serviços — da operação de maquinários à manutenção de ruas. Agora, com a autorização da Câmara, o processo de liquidação será iniciado, mas o futuro dos trabalhadores ainda permanece indefinido.

Movimentos sindicais, lideranças comunitárias e representantes de bairros se manifestaram contrários à decisão, criticando a falta de diálogo do Executivo e apontando riscos de desmonte na estrutura operacional da cidade. Eles alertam para a possibilidade de substituição da mão de obra pública por contratos terceirizados, o que, segundo as lideranças, pode elevar custos e reduzir a qualidade dos serviços prestados.

O clima político também ficou tenso. Parlamentares contrários à proposta argumentaram que a medida foi conduzida com pressa e sem transparência. Já a base aliada do prefeito defendeu a extinção como uma medida necessária para modernizar a gestão e reduzir custos.

Com a aprovação, o Executivo tem carta branca para iniciar a liquidação da empresa. A expectativa é de que nas próximas semanas seja apresentado um plano técnico contendo prazos, impactos financeiros e o destino dos atuais servidores da companhia.


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