segunda-feira, 04 de maio de 2026 às 16:29

Publicado em 13/07/2025 às 14:33

Mato Grosso é o sexto maior produtor de suínos do Brasil. De acordo com o relatório da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), a produção estadual alcançou, no primeiro semestre de 2024, o total de 125,51 mil toneladas, em mais de 30 mil propriedades, comerciais ou não. Para o setor, isso é o reflexo do aprimoramento dos processos e cuidados sanitários dentro das granjas. , A expectativa é que, além uma produção interna maior, o setor amplie seu mercado externo, exportando para países asiáticos.

A suinocultura mato-grossense passou de cinco mil matrizes para 135 mil em 30 anos. Para Custódio Rodrigues, diretor executivo da Acrismat, a união dos produtores consolidou o panorama de sucesso.
“A associação sempre teve que ir buscando alternativas para suinocultura do estado. No que tange a eventos, busca de tecnologia, oferecimento de empregos, de convênios, de parcerias, de mostrar que a suínocultura cresceu”, comentou.
Conforme o relatório da associação, 30% das granjas comerciais possuem um plantel de mais de nove mil cabeças. O município de destaque é Lucas do Rio Verde (a 334 km de Cuiabá), o qual concentra 24,10% das granjas de Mato Grosso.
Uma vez que o porco consegue reproduzir mais rápido que o boi, grande parte dos produtores também investe em matrizes, isto é, nas fêmeas reprodutoras. Cerca de 43,1% das propriedades possuem, pelo menos, mil matrizes em seu plantel. A Acrismat explica que, para comportar esse número de animais, é preciso uma estrutura tecnificada, que garanta a subsistência do suíno.
Mercado externo
Dentro do mercado de exportação, a suinocultura mato-grossense não disputa o pódio com a carne bovina. Conforme o Observatório do Desenvolvimento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), até o momento, Mato Grosso exportou 12,8 mil toneladas de carne suína.

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Apesar do suíno ser preterido de um dos principais mercados da bovinocultura – países de maioria muçulmana -, a Acrismat não se incomoda com a limitação, já que o resto do mundo consome a carne de porco em massa.
“O mercado Halal não nos afeta tanto, porque esses países também possuem populações que consomem suíno. Nós exportamos a carne suína para quase 100 países, para África do Sul, América do Sul, Europa, o que diversifica ainda mais o mercado. O nosso percentual de exportação não é muito, porque não produzimos tanto assim, mas ainda é bom para o número de países parceiros”, detalhou Custódio.
Além disso, há expectativas de ampliação para países asiáticos após negociações do Governo Federal, bem como pelas medidas sanitárias. Segundo Custódio, a China tem manifestado interesse no suíno brasileiro após o surgimento de peste suína africana em granjas europeias.

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